O Presidente da República, Filipe Nyusi, profere, esta sexta-feira, pelas 15 horas, uma comunicação à Nação no contexto da Situação de Calamidade Pública.

A infomação é avançada pela Presidência da República, em comunicado enviado a nossa redacção.

A comunicação do Chefe do Estado acontece volvidos 28 dias depois da entrada em vigor do actual Decreto.

Há, actualmente, 1.671 óbitos e 18.960 casos activos do novo Coronavírus em Moçambique.

Na última comunicação, à 15 de Julho, o Presidente da República, entre várias medidas, suspendeu as aulas presenciais em oito centros urbanos no país e fixou o recolher o obrigatório entre 21h e 04 horas.

Os centros comerciais, à luz deste novo decreto, passaram a funcionar das nove às 16 horas de segunda-feira ao sábado e das nove às 13horas aos domingos, feriados e dias de tolerância de ponto.

Os bottle stores, independentemente da sua localização, passaram a adoptar o horário das nove às 13 horas, permanecendo encerrados aos domingos, feriados e dias de tolerância de ponto.

Oito homens e igual número de mulheres morreram entre os dias 10 e 12 do mês em curso, vítimas da COVID-19, segundo informações do Ministério da Saúde, quê anunciou mais 1.038 casos positivos da doença.

Num comunicado de imprensa, as autoridades sanitárias explicam que as vítimas mortais são todas de nacionalidade moçambicana, com idades entre 26 e 88 anos.

Em Moçambique, 1.671 pessoas já morreram devido à COVID-19.

Mil e dezassete moçambicanos e 21 estrangeiros são os indivíduos que testaram positivo nas últimas 24 horas. Todos são de casos de transmissão local.

Segundo a Saúde, a cidade de Maputo diagnosticou grande parte dos casos (229) e que correspondem a 22.1% do total de hoje, seguida pela província da Zambézia (208), o equivalente a 20%

Neste momento, existe, em Moçambique, um cumulativo de 136.566 casos positivos registados, dos quais 136.197 de transmissão local e 369 importados.

“Nas últimas 24 horas registamos 41 novos internamentos e 32 altas hospitalares”, referem as autoridades sanitárias, que contabilizam 329 pacientes acamados devido ao vírus.

Entretanto, no período em causa, 1.882 moçambicanos e oito estrangeiros viram-se livres da infecção e elevam o total para 115.931.

Há, actualmente, 18.960 casos activos do novo Coronavírus em Moçambique

A Zâmbia escolhe hoje o seu Presidente para os próximos cinco anos, num escrutínio de desfecho imprevisível entre os dois principais candidatos, o actual chefe de Estado, Edgar Lungu, e o seu adversário, Hakainde Hichilema.

A Zâmbia é tida como uma das democracias africanas mais estáveis, mas segundo vários analistas, citados pelo Notícias ao Minuto, esta reputação pode vir a ser destruída, caso o escrutínio não seja “livre e justo”.

Dados das sondagens indicam para uma distância muito curta entre os dois principais candidatos, entre um total de 16 pretendentes a ocupar a “State House” em Lusaka.

Nas últimas semanas, a violência tem vindo a aumentar, particularmente entre apoiantes dos dois principais partidos, oferecendo a Lungu a justificação para colocar os militares nas ruas das principais cidades zambianas nos dias que antecederam o escrutínio.

Segundo o Notícias ao Minuto, Lungu argumentou que as tropas foram destacadas para manter a ordem e a oposição acusa-o de pretender intimidar os eleitores.

“Mais de 800 candidatos da Frente Patriótica, liderada por Lungu, do Partido Unido para o Desenvolvimento Nacional, de Hichilema, e de outros partidos mais pequenos irão disputar os 156 lugares no parlamento. Em eleição estarão ainda os executivos provinciais”, Notícias ao Minuto.

O partido no poder perdeu uma eleição intercalar na província de Copperbelt em 2019 e, apesar das restrições impostas pelo Governo a pretexto da pandemia, tem havido grandes concentrações da oposição na capital.

De acordo com analistas é provável que haja disputas sobre o resultado.

“Vai ser uma eleição muito disputada. Vai ser altamente controversa. Seja qual for o candidato que perder, rejeitará os resultados. Significa que vamos ter uma crise política depois das eleições”, prevê Nic Cheeseman, professor de Política Africana, citado pelo Notícias ao Minuto.

Para Zaynab Mohamed, outro analista, “estas são as eleições mais imprevisíveis na Zâmbia desde a independência”.

A vila de Mocímboa da Praia está totalmente destruída e os militares dizem que ainda não segurança total para que a vida volte à normalidade, algo que vai levar tempo, uma vez que não há nenhuma infra-estrutura pública nem privada que foi poupada pelos terroristas. Os camiões de carga e até a mercadoria que estava no interior dos contentores… tudo foi queimado.

Aquela já foi uma vila bastante movimentada e com uma economia muito dinâmica impulsionada pelo próprio porto, pela pesca, comércio geral e agricultura. Mas, hoje, Mocímboa da Praia resume-se em escombros.

E, como forma de demonstrar a afronta à soberania do Estado moçambicano, os terroristas destruíram os edifícios, onde funcionam os principais serviços públicos, como por exemplo, o Tribunal Judicial. A residência do administrador local foi, igualmente, queimada pelos atacantes.

Guarnecida pela força ruandesa, a esquia do “O País” foi até à residência oficial do presidente de autarquia que foi construída recentemente e o cenário não podia ser diferente – destruição. Os bancos não escaparam da fúria dos malfeitores que deitaram abaixo a agência do BCI e queimaram a agência do Millennium Bim. Os terminais rodoviários e os seus autocarros foram reduzidos à cinza. Lojas, barracas e até residências pessoas não foram poupados.

As Forças de Defesa e Segurança (FDS) e as tropas ruandesas têm, agora, o total controlo da vila, mas consideram ser ainda cedo para receber a população. Nas rusgas que estão a fazer na vila, encontraram diverso material bélico usado pelos terroristas, mas também manuais de formação militar usados pelos malfeitores para treinarem os seus recrutas.

Um dos documentos achados é o mapa da vila de Palma com detalhes até das posições das FDS que, eventualmente, foi usado para preparar o ataque de Março último àquela vila.

AEROPORTO MOCÍMBOA DA PRAIA INOPERACIONAL

Técnicos da empresa Aeroportos de Moçambique foram, esta quarta-feira, avaliar a possibilidade de repor a capacidade de assistência a aeronaves do aeroporto de Mocímboa da Praia. No local, verificaram que nenhum equipamento de apoio à navegação aérea sobrou.

André Alberto é controlador aéreo de profissão. Desde o ano de 2011, estava afecto ao Aeroporto de Mocímboa da Praia. Um mês e meio antes da ocupação da vila, foi transferido para Pemba e, esta quarta-feira, retornou ao local que, durante nove anos, foi o seu posto de trabalho. Subiu à torre e, de perto, viu que o equipamento que até ajudou a montar foi consumido pelas chamas postas pelos terroristas.

Em 2019, o aeroporto foi reabilitado e reequipado com instrumentos modernos que fizeram com que fosse aberto para receber voos de provenientes e/ou com destino a países vizinhos e André acompanhou de perto o processo. Um dos seus colegas que o substituíram sobreviveu aos ataques, mas custa-lhe crer que os instrumentos adquiridos com muito esforço desapareceram num ápice. Apesar do cenário descrito, a infra-estrutura está a ser, agora, usada para apoio às operações militares.

MILITAR SOBREVIVENTE

Em Mocímboa da Praia, “O País” encontrou um militar que foi dos últimos a deixar a vila no dia 27 de Julho de 2020. Ele conta que não faltou valentia e bravura aos militares das FDS para evitar a ocupação, mas o que falhou foi a logística.

Incumbido à missão de retirar o administrador de Mocímboa da Praia, um ano depois regressou aonde foi destacado há quatro anos, recorda que os militares que estavam estacionados na vila deram o melhor de si para que a mesma não fosse ocupada pelos insurgentes.

Agora, volta à Mocímboa da Praia mais moralizado e com vontade de continuar a dar o melhor de si, para que a população possa regressar à zona de origem e viva sem medo de um eventual novo ataque. Com apoio da força ruandesa, as FADM procuram alargar o perímetro de segurança em Mocímboa da Praia.

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