Além de diminuir risco de infecção, imunizantes reduzem a variedade genética do patógeno no organismo

Depois de enfrentar uma segunda onda da pandemia que deixou quase 350.000 mortos, agora a Índia precisa lidar com um novo problema de saúde pública, o fungo negro. A doença já atingiu cerca de 28.000 indianos. Causada por um fungo mucoso normalmente encontrado no solo ou em frutas e vegetais em decomposição, a mucormicose provoca uma alta taxa de mortalidade, ao redor 50%.

"Identificamos 28.252 casos da mucormicose em 28 estados até agora e, desses, 86% têm um histórico de Covid-19 e 62,3% são portadores de diabetes", disse Harsh Vardhan, ministro de Saúde da Índia, após um encontro com autoridades do país essa semana.

O Ministério da Saúde vem orientando os estados a declarar que vivem uma epedimia da mucormicose. Assim, segundo o governo, seria possível propor diretrizes nacionais para endereçar o problema. 

Em pessoas imunossuprimidas ou com doenças como diabetes, o fungo pode causar estragos relevantes no seio da face, no pulmão ou no cérebro. A ciência também identificou que o uso de esteróides, muitas vezes necessário para minizar os efeitos do coronavírus em pacientes em estado grave, pode facilitar a proliferação do fungo no organismo.

A maioria dos casos está sendo registrado na Índia. Segundo especialistas locais, a alta na covid e as condições de boa parte das cidades indianas, que sofrem com lacunas de saneamento e destinação adequada do lixo, podem ser fatores importantes para a disseminação da doença.

Médicos do hospital Max Smart Super Speciality, de Nova Deli, tem registrado pelo menos cinco casos diários de mucormicose. Antes do agravamento da pandemia, a média era de um caso por dia. 

O surto da doença está pressionando o sistema de saúde, já gravemente afetado pelo aumento de casos da Covid-19. Os estoques de um dos principais medicamentos para tratar a mucormicose está baixando rapidamente, em função da repentina alta da demanda. A principal preocupação é que o fungo negro se torne um novo problema grava de saúde pública.

Mais de 10 mil pessoas foram infectadas pela COVID-19 na semana passada          

O Ministério da Saúde classificou como alarmante a propagação da COVID-19 nos últimos sete dias. Em uma semana, o país declarou 92 óbitos, em pacientes infectados pela COVID-19, mais 62 que a última semana.

Um cenário alarmante. É assim como o Ministério da Saúde (MISAU) classifica o agravamento da situação da pandemia da COVID-19 no país, particularmente na última semana, com registo de 92 óbitos em pacientes infectados.

Dados cumulativos da semana finda indicam ainda que o país registou mais de 10.404 novos casos da doença, contra 5.010 da semana antecedente. O número de pessoas infectadas que necessitaram de internamento hospitalar foi de 430, um aumento em 161 internamentos, comparativamente à semana precedente que deram entrada 269 pessoas nas unidades sanitárias. Com mais infecções e igualmente mais internamentos, o sector da saúde declara que foi a pior semana de sempre.

Com o agravamento da situação, há doentes internados, em estado grave, mesmo tendo tomado as duas doses da vacina. As autoridades esclarecem que a vacinação não é protecção total.

¨Nós temos muitos óbitos em pessoas adultas, mais de 60 aos 85 anos, o que significa que estas pessoas, para além de infecção por COVID-19, têm outras patologias. Então, a vacina aqui poderia ser um factor de confusão se dissermos que as pessoas que são vacinadas são as que mais morrem. Não é verdade”, clarificou.

Com a chegada da variante Delta ao país, detectada na província de Tete, o Instituto Nacional de Saúde enviou ao estrangeiro para confirmação da existência ou não de mais casos, mas ainda não há resultados, disse Sofia Viegas, Directora de Laboratórios da entidade.

As autoridades sanitárias explicam que a febre, falta de ar, diarreia, perda de olfato e paladar, fraqueza, nariz entupido são os sintomas mais comuns da variante Delta, que já circula no país, havendo necessidade de se dirigir à unidade sanitária caso a pessoa manifeste alguns ou todos esses sintomas.

Apesar do número da roptura nos centros de internamento, com destaque para a cidade de Maputo, o MISAU diz que a solução para reduzir os casos de pacientes internados nas unidades sanitárias é mudança de comportamento da sociedade, apelando para a rigorosidade nas medidas de prevenção

Neste 11 de julho, Dia Mundial da População, olhamos para Moçambique. Desemprego e falta de infraestruturas são dois dos principais problemas, principalmente na província de Nampula, a mais populosa do país.

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