Abu Yassir Hassan e Bonomade Machude Omar são os líderes dos terroristas que provocam dor e luto, em Cabo Delgado, desde 2017. A informação é avançada por uma publicação do governo dos Estados Unidos da América.

Na publicação de 6 de Agosto corrente, encontram-se as respostas para uma das maiores dúvidas de Moçambique desde Outubro de 2017 – quem está a perpetrar os ataques terroristas em Cabo Delgado?

A primeira resposta vem logo no título, Estado Islâmico.

De acordo com o Governo dos Estados Unidos, o líder do chamado “ISIS-Moçambique” é Abu Yassir Hassan ou Abu Quassim, que trabalha sob o comando de Bonomade Machude Omar, também conhecido por Abu Sulayfa Muhammad e Ibn Omar, coordenador principal de todos os ataques conduzidos pelo grupo no norte de Moçambique, bem como o principal facilitador e canal de comunicações para o grupo que já fez mais de dois mil mortos e oitocentos mil deslocados.

A publicação da Secretaria de Estado dos EUA, intitulada “Nomes do Estado Islâmico em Moçambique e dos líderes do Jama’at e Al Shabaab”, informa que Abu Yassir Hassan e Bonomade Machude Omar trabalharam juntos no ataque de 24 de Março.

“Durante o ataque de Março de 2021 a Palma, Omar liderou um grupo de combatentes enquanto Abu Yasir Hassan, o líder do ISIS-Moçambique, liderou outro grupo de combatentes, e Omar também liderou o ataque ao Hotel Amarula em Palma. Omar tem sido responsável pelos ataques na província de Cabo Delgado, Moçambique, e na região de Mtwara, na Tanzânia”.

As nacionalidades desses dois indivíduos não são reveladas no documento.

Esta não é a primeira vez, desde o início dos ataques terroristas em Cabo Delgado, que são citados nomes das lideranças dos insurgentes.

A 16 de Dezembro de 2020, outros nomes foram citados pelo Presidente da República, no seu informe sobre o Estado Geral da Nação. Nessa altura, Filipe Nyusi disse que os comandos eram da Somália e Tanzânia.

“As suas lideranças são, maioritariamente, estrangeiras, como é o caso dos tanzanianos, Sheik Ibrahimo, que foi abatido, o Sheik Hassan Zuzure, Abdul Azize. Para além destes líderes, conta-se ainda com o Sheik Aji Ulathule e Faragi Nancalaua, que foram mortos também em combate”, precisou o Presidente da República.

Filipe Nyusi explicou que os ataques foram antecedidos de manifestações de grupos radicais, que começaram em 2012, promovidas por um cidadão de nacionalidade tanzaniana, identificado pelo nome de Abdul Shakulo, que incitava várias práticas contrárias ao Islão, como a desobediência à Constituição da República e a proibição das crianças frequentarem as escolas.

Nomes à parte, a prioridade é repor a ordem em Cabo Delgado e no terreno já há resultados. No balanço feito a 6 de Agosto consta que as tropas moçambicanas e ruandesas recuperam Awasse, tida como um dos bastiões dos insurgentes, e eliminaram 70 terroristas em 15 dias de operações.

Os Estados Unidos dizem estar empenhados em perturbar os métodos de financiamento do ISIS-Moçambique, do JNIM e do al-Shabaab -todos designados por Organizações Terroristas Estrangeiras e ODS – limitando as suas capacidades para realizar novos ataques contra civis e apoiando os nossos parceiros nos esforços para perturbar o financiamento do terrorismo.

Abordar a ameaça terrorista em todo o continente exigirá trabalhar em estreita colaboração com os nossos parceiros para degradar a capacidade e as operações destes grupos terroristas, combatendo o seu controlo e influência na África Ocidental, Oriental e Austral.

A nota intitulada Nomes do Estado Islâmico em Moçambique e dos líderes do Jama’at e Al Shabaab encerra dizendo que “abordar a ameaça terrorista em todo o continente exigirá trabalhar em estreita colaboração com parceiros para degradar a capacidade e as operações destes grupos terroristas, combatendo o seu controlo e influência na África Ocidental, Oriental e Austral

 

 

..O Presidente da República, Filipe Nyusi, procede amanhã, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, ao lançamento oficial da Força em Estado de Alerta da SADC, contingente que integra as Forças de Defesa e Segurança da África do Sul, Botswana, Angola, Lesotho e Tanzânia, nas especialidades de forças terrestres, navais, aéreas, inteligência, logística, entre outros.

Segundo um comunicado da presidência, recebido pelo “O País”, o Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS) efectuará o lançamento oficial juntamente com seu homólogo do Botswana, Mokgweetsi Masisi, na qualidade de Presidente em Exercício do Órgão de Cooperação nas áreas de Defesa e Segurança da SADC.

“O acto irá constituir o ponto mais alto da materialização das decisões da Cimeira Extraordinária da SADC realizada em Maputo, a 23 de Junho de 2021, e assinala a plena prontidão para o desdobramento no Teatro Operacional Norte, no sentido de apoiar a República de Moçambique no combate ao terrorismo e extremismo violento que assola alguns distritos do província de Cabo Delgado, com impacto no país e na região” refere o comunicado.

O estadista moçambicano trabalha desde o último sábado na província de Cabo Delgado em diversas posições das FDS, de modo a aferir a moral do exército bem como inteira-se das condições operativas e logísticas das FDS, de modo a garantir a sua prontidão para a missão da defesa da pátria e da soberania

Pelo menos 37.500 transportadores, entre motoristas e cobradores de todo o país, já foram vacinados contra a COVID-19, desde o início da campanha. Entretanto, até sábado, a FEMATRO tinha indicações de que, na província de Niassa, o processo de imunização ainda não havia iniciado, facto desmentido pelo director dos Serviços Províncias de Saúde.

A campanha de vacinação massiva contra a COVID-19 dos transportadores está a superar todas as expectativas, segundo o presidente da Federação Moçambicana dos Transportadores (FEMATRO). Só nos primeiros dois dias, foram imunizados 37.500 agentes da agremiação de todo o país, com excepção dos da província de Niassa.

“Temos informações não satisfatórias da província de Niassa de que o processo de vacinação ainda não iniciou, não sabemos o que está a acontecer. Orientamos os nossos membros a contactar a direcção provincial”, disse Castigo Nhamane, presidente da FEMATRO.

Entretanto, o director dos Serviços Provinciais de Saúde de Niassa assegura que os transportadores, nesta parcela do país, já estão a vacinar. “O processo de vacinação nesta província já iniciou e está a decorrer normalmente. Dos cerca de 2400 motoristas e cobradores previstos, já foram vacinados 639, o que equivale a 26 por cento. Obviamente que estamos a melhorar a comunicação com as associações dos transportadores nos distritos”, explicou José Manuel, director dos Serviços Provinciais de Saúde de Niassa.

No Grande Maputo, onde foram criados seis postos de vacinação, já foram imunizados 10 mil transportadores. No terminal interprovincial da Junta, na cidade de Maputo, o processo decorria este sábado com a vacinação dos transportadores de carga de longo curso. “Aqui, a vacinação iniciou esta sexta-feira e estava muito cheio; estamos a administrar dose única, porque eles não param, estão constantemente a viajar”, disse Irene Gilberto, técnica de Saúde.

A sensação de alívio e de segurança em termos de contaminação foi transmitida pelos motoristas e cobradores, pois, segundo disseram, estavam em constante risco. “Estávamos sujeitos à contaminação, mesmo cumprindo as medidas de prevenção. Estou muito aliviado; sei que ainda corro risco, mas não é mesma coisa”, avançou Chivasse Nhonque, transportador da rota Tete-Maputo.

“Estou muito grato por o Governo se ter lembrado de nós. Não estávamos seguros e o mais complicado é lidar com os passageiros que teimam em não se prevenir” acrescentou Moisés Macia, motorista da rota Maputo-Gaza.                                                                                              

O ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma foi internado hoje num hospital fora do centro prisional de Estcourt, onde cumpre pena de 15 meses de prisão em KwaZulu-Natal, leste do país, anunciou o Governo.

 

 

 

O Departamento dos Serviços Correcionais pode confirmar que o ex-Presidente, Jacob Zuma, foi admitido hoje 6 de agosto de 2021 num hospital externo para observação médica", lê-se no comunicado divulgado hoje a que a Lusa teve acesso.

O Departamento sul-africano de Serviços Correcionais confirmou através de um declaração que "o antigo Presidente Jacob Zuma foi hoje, 6 de agosto de 2021, internado num hospital exterior para observação médica". 

Zuma, 79 anos, deverá ser presente ao reinício do seu julgamento por corrupção, agendado para 10 de agosto.

"Como ex-presidente, as necessidades de saúde do Sr. Zuma exigem o envolvimento dos Serviços Militares de Saúde da África do Sul. Este tem sido o caso desde a sua admissão nos Serviços Correcionais de Estcourt", refere o comunicado.

O departamento de Serviços Correcionais da África do Sul acrescenta que "uma observação de rotina originou o internamento do Sr. Zuma".

A Fundação Jacob Zuma disse hoje na rede social Twitter que o ex-presidente "o primeiro recluso do Tribunal Constitucional, de 79 anos, preso sem julgamento, está a fazer a sua rotina médica anual".

O porta-voz dos Serviços Correcionais, Singabakho Nxumalo, citado pela imprensa local, sublinhou que a comparência de Zuma na audiência em tribunal na próxima terça-feira "dependerá da opinião dos médicos".

Jacob Zuma, de 79 anos, que insistiu recentemente que uma audiência virtual do seu pedido de apelo judicial seria "uma violação dos seus direitos constitucionais", deveria comparecer na próxima terça-feira no Tribunal Superior de Pietermaritzburg, capital do KwaZulu-Natal, no âmbito das acusações que enfrenta na Justiça relacionadas com o negócio de aquisição de armamento, em 1999, com a empresa francesa Thales.

 

Na quarta-feira, o juiz do Tribunal Superior de Pietermaritzburg, Piet Koen, decidiu que o requerimento de Jacob Zuma contra o procurador público, o advogado Billy Downer, fosse ouvido presencialmente em audiência pública no tribunal.

 

Em 20 de julho, o juiz anunciou o adiamento do julgamento de Jacob Zuma para 10 de agosto de 2021 para ouvir o pedido especial apresentado pela defesa do antigo chefe de Estado.

A 22 de julho, Zuma foi autorizado a sair do estabelecimento prisional para participar no funeral de um irmão mais novo, Michael Zuma, que se realizou em Nkandla.

Zuma enfrenta acusações de fraude, corrupção e extorsão num caso de alegado suborno, com 20 anos, que envolve o fabricante de armas françês, Thales. 

Zuma, que foi Presidente entre 2009 e 2018 enfrenta 18 acusações relacionadas com o caso, incluindo fraude, corrupção, lavagem de dinheiro e extorsão, relacionadas com a compra de equipamento militar a cinco empresas de armamento europeias, em 1999, quando era vice-Presidente do país.

O fabricante francês do setor da Defesa enfrenta também acusações de corrupção e branqueamento de capitais. Tanto Zuma, como o grupo Thales sempre negaram as acusações.

A cidade litoral de Pietermaritzburg, onde decorrerá o julgamento, foi uma das cidades mais atingidas pela recente onda de saques e violência que eclodiu após a prisão de Zuma e que provocaram mais de 350 mortos.

Cerca de uma centena de negócios de grandes empresários portugueses, incluindo filhos de madeirenses, no setor alimentar e de bebidas, foram saqueados e vandalizados.

 

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