DOIS agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) encontram-se foragidos depois de se ter constatado o seu envolvimento no roubo de cerca de 5,7 milhões de meticais pertencentes a um empresário chinês.

Os indiciados fazem parte de um grupo composto por seis elementos, incluindo um agente do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que está detido numa sub-unidade policial em Maputo.

O porta-voz do SERNIC na província de Maputo, Elino Panguana, disse ontem (09), em conferência de imprensa, que além do agente doServiço de Investigação Criminal, estão também detidos outras três pessoas, nomeadamente uma contabilista e dois motoristas, funcionárias da vítima.

Panguana explicou que as detenções ocorreram após investigações terem conduzido ao esquema montado pelos indiciados.

“O SERNIC deteve quatro indivíduos indiciados no roubo de 5,7 milhões de meticais”, disse Panguana. “A contabilista e um motorista confessaram tratar-se de uma acção engendrada entre os motoristas, um agente do SERNIC e dois polícias. Estes ainda a monte”, acrescentou.

A polícia conseguiu recuperar cerca de 2,3 milhões de meticais, um minibus e uma motorizada adquiridos com o dinheiro roubado.- AIM

 
 

Corpo de um homem foi encontrado nas primeiras horas desta terça-feira no quarterão 1-A, no bairro da Matola C, na província de Maputo.

Segundo testemunhas, o indivíduo, do sexo masculino, cuja idade não foi identificada, é desconhecido no quarteirão e terá sido visto na zona, na noite desta segunda-feira.

Moradores dizem que o homem apresentava sinais de embriaguez, tendo na ocasião, se deitado nas bermas de uma rua, onde se presume que teria, de seguida, perdido a vida.

Ainda são desconhecidas as reais causas da sua morte, sendo que mais informações poderão ser colhidas após os trabalhos de perícia da Polícia da República de Moçambique (PRM), a nível da província de Maputo.

 

Abu Yassir Hassan e Bonomade Machude Omar são os líderes dos terroristas que provocam dor e luto, em Cabo Delgado, desde 2017. A informação é avançada por uma publicação do governo dos Estados Unidos da América.

Na publicação de 6 de Agosto corrente, encontram-se as respostas para uma das maiores dúvidas de Moçambique desde Outubro de 2017 – quem está a perpetrar os ataques terroristas em Cabo Delgado?

A primeira resposta vem logo no título, Estado Islâmico.

De acordo com o Governo dos Estados Unidos, o líder do chamado “ISIS-Moçambique” é Abu Yassir Hassan ou Abu Quassim, que trabalha sob o comando de Bonomade Machude Omar, também conhecido por Abu Sulayfa Muhammad e Ibn Omar, coordenador principal de todos os ataques conduzidos pelo grupo no norte de Moçambique, bem como o principal facilitador e canal de comunicações para o grupo que já fez mais de dois mil mortos e oitocentos mil deslocados.

A publicação da Secretaria de Estado dos EUA, intitulada “Nomes do Estado Islâmico em Moçambique e dos líderes do Jama’at e Al Shabaab”, informa que Abu Yassir Hassan e Bonomade Machude Omar trabalharam juntos no ataque de 24 de Março.

“Durante o ataque de Março de 2021 a Palma, Omar liderou um grupo de combatentes enquanto Abu Yasir Hassan, o líder do ISIS-Moçambique, liderou outro grupo de combatentes, e Omar também liderou o ataque ao Hotel Amarula em Palma. Omar tem sido responsável pelos ataques na província de Cabo Delgado, Moçambique, e na região de Mtwara, na Tanzânia”.

As nacionalidades desses dois indivíduos não são reveladas no documento.

Esta não é a primeira vez, desde o início dos ataques terroristas em Cabo Delgado, que são citados nomes das lideranças dos insurgentes.

A 16 de Dezembro de 2020, outros nomes foram citados pelo Presidente da República, no seu informe sobre o Estado Geral da Nação. Nessa altura, Filipe Nyusi disse que os comandos eram da Somália e Tanzânia.

“As suas lideranças são, maioritariamente, estrangeiras, como é o caso dos tanzanianos, Sheik Ibrahimo, que foi abatido, o Sheik Hassan Zuzure, Abdul Azize. Para além destes líderes, conta-se ainda com o Sheik Aji Ulathule e Faragi Nancalaua, que foram mortos também em combate”, precisou o Presidente da República.

Filipe Nyusi explicou que os ataques foram antecedidos de manifestações de grupos radicais, que começaram em 2012, promovidas por um cidadão de nacionalidade tanzaniana, identificado pelo nome de Abdul Shakulo, que incitava várias práticas contrárias ao Islão, como a desobediência à Constituição da República e a proibição das crianças frequentarem as escolas.

Nomes à parte, a prioridade é repor a ordem em Cabo Delgado e no terreno já há resultados. No balanço feito a 6 de Agosto consta que as tropas moçambicanas e ruandesas recuperam Awasse, tida como um dos bastiões dos insurgentes, e eliminaram 70 terroristas em 15 dias de operações.

Os Estados Unidos dizem estar empenhados em perturbar os métodos de financiamento do ISIS-Moçambique, do JNIM e do al-Shabaab -todos designados por Organizações Terroristas Estrangeiras e ODS – limitando as suas capacidades para realizar novos ataques contra civis e apoiando os nossos parceiros nos esforços para perturbar o financiamento do terrorismo.

Abordar a ameaça terrorista em todo o continente exigirá trabalhar em estreita colaboração com os nossos parceiros para degradar a capacidade e as operações destes grupos terroristas, combatendo o seu controlo e influência na África Ocidental, Oriental e Austral.

A nota intitulada Nomes do Estado Islâmico em Moçambique e dos líderes do Jama’at e Al Shabaab encerra dizendo que “abordar a ameaça terrorista em todo o continente exigirá trabalhar em estreita colaboração com parceiros para degradar a capacidade e as operações destes grupos terroristas, combatendo o seu controlo e influência na África Ocidental, Oriental e Austral

 

 

..O Presidente da República, Filipe Nyusi, procede amanhã, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, ao lançamento oficial da Força em Estado de Alerta da SADC, contingente que integra as Forças de Defesa e Segurança da África do Sul, Botswana, Angola, Lesotho e Tanzânia, nas especialidades de forças terrestres, navais, aéreas, inteligência, logística, entre outros.

Segundo um comunicado da presidência, recebido pelo “O País”, o Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS) efectuará o lançamento oficial juntamente com seu homólogo do Botswana, Mokgweetsi Masisi, na qualidade de Presidente em Exercício do Órgão de Cooperação nas áreas de Defesa e Segurança da SADC.

“O acto irá constituir o ponto mais alto da materialização das decisões da Cimeira Extraordinária da SADC realizada em Maputo, a 23 de Junho de 2021, e assinala a plena prontidão para o desdobramento no Teatro Operacional Norte, no sentido de apoiar a República de Moçambique no combate ao terrorismo e extremismo violento que assola alguns distritos do província de Cabo Delgado, com impacto no país e na região” refere o comunicado.

O estadista moçambicano trabalha desde o último sábado na província de Cabo Delgado em diversas posições das FDS, de modo a aferir a moral do exército bem como inteira-se das condições operativas e logísticas das FDS, de modo a garantir a sua prontidão para a missão da defesa da pátria e da soberania

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